segunda-feira, 18 de março de 2013

Relatos da Carol..Uma mãe de anjo - parte 1!!!

Olá minhas queridas, hoje vim deixar um relato triste, emocionante e lindo, de uma leitora, a Carol, que entrou no meu blog por acaso e quando viu que eu era mãe de anjo, pediu meu email e enviou o relato da sua perda, sua superação e sua vitória.. o relato é bem longo, pensei em resumir, mas depois achei melhor dividi-lo em partes, vou soltar 2 por dia... Sei que assim como me deu forças também irá dar para as mamães de anjos que ainda estão superando suas perdas.... 

Oi, Gracy, td bem? 

Como lhe disse no blog, cai no seu site meio por acaso, mas, quando
comecei a ler os posts, senti uma vontade enorme de lhe escrever e lhe
contar um pouquinho da minha história. Fiquei meio na dúvida se
deveria mesmo fazer isso, porém ontem, quando fui dormir, não
conseguia parar de pensar no porquê de, justamente ontem, eu ter me
deparado com seu blog. Acho que, no final do email, você vai entender
o que quero dizer... rs

 Bom, a história é longa, então melhor começar logo!


Em 2011, engravidei pouco depois de completar 3 anos de
casada. Foi uma gravidez meio programada e meio de surpresa: eu tinha
feito todos os exames pra engravidar e parei de tomar o
anticoncepcional em janeiro, mas só suspendi o preservativo no mês em
que viajei. Sabe aquela conversa de médico de que quem toma remédio
muito tempo leva de 6 meses a um ano pra engravidar, principalmente se
tiver mais de 30 anos? Pois é, eu acreditei nela! rs

Fato é que, contrariando as expectativas, engravidei logo no primeiro
mês de tentativa, no meio de uma viagem, e voltei pra casa com a
notícia. O bebê seria o primeiro neto dos meus pais, o primeiro
bisneto dos meus avós
paternos e maternos, e o primeiro "sobrinho" do meu círculo de
amizades, daí você imagina a festa que não foi.
 

Cada minuto da minha gravidez foi vivido intensamente por mim, meu
marido, as famílias e os amigos. O pequeno ganhou nome logo na 13ª
semana, quando soubemos que seria um menininho. Ganhou um monte de
roupinhas e de coisinhas fofas, cartõezinhos e mimos, uma paparicação
só. Já tinha os móveis do quarto e as coisinhas do berço. As
ultrassons passavam de mão
em mão, porque todo mundo queria ver como o pequeno estava crescendo. 

Eu me sentia super bem. Não tive um enjoo sequer (ao ponto de duvidar
que o exame de sangue estivesse certo!) e, apesar de ter
hipotiroidismo (o que é um fator de risco para aborto e má formação),
todos os meus exames e do bebê eram ótimos. Levei uma vida
absolutamente normal até a 21ª semana. 

No dia 24 de dezembro, véspera de Natal, tive um pouco de corrimento
rosado e senti um pouco de dor pélvica, o que achei que era resultado
de um esforço maior que eu tinha feito arrumando as coisas em casa pro
Natal e andando no shopping nos dias anteriores. Mesmo assim, liguei
pra médica, que me passou progesterona, e fiquei de repouso. No dia
25, pela manhã, fui fazer xixi e desceu um pouco de sangue, e depois
mais um pouco. Fiquei assustada, liguei pra médica de novo, e ela
manteve a recomendação. Como eu estava assustada e nervosa, resolvi ir
pro hospital. Na hora em que médica foi me examinar, o sangue desceu
de vez e veio a notícia de que eu estava perdendo o bebê, sem qualquer
chance de reverter o quadro. 

 Não li todo o post sobre como foi o seu processo de aborto, porque sei
que "como foi" e "por que foi" é o que naquele momento menos importa
pra quem perde. O que importa é o que bebê está indo embora e, com
ele, um mundo de expectativas, de projetos, de sonhos. O que importa é
que, seja como e por que foi pra você, conheço a dor e, acredite, sou
extremamente solidária a ela.

2 comentários:

  1. Oi flor....estou acompanhando a historia.....bjinhos e acredite isso incentiva todas nós daqui..partilhar é um bem que sempre ajuda alguém!!bjinhos

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  2. Nossa... na primeira parte... ja chorei.. rrs... mas.. vamos lá... continuando!!! rsrs

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Obrigado pelo seu carinho!!!